SE NÃO EU, QUEM?
Dizem que sou intelectualmente incapaz. Curioso. Se é assim, por que dedicam tanto tempo ao que escrevo? Por que tentam desqualificar o autor em vez de enfrentar as ideias?
Se eu não sou capaz de responder intelectualmente pelo que expresso, quem será?
Nunca escondi minhas palavras atrás de gurus, partidos, religiões ou títulos acadêmicos. Tudo o que publico passa pelo meu próprio julgamento. Posso estar certo ou errado, mas cada texto é fruto da minha reflexão. E, quando erro, a responsabilidade é exclusivamente minha.
Não peço que concordem comigo. Peço apenas o mínimo de honestidade intelectual: respondam aos argumentos, não às caricaturas que criam sobre mim.
Há quem ache mais fácil chamar alguém de incapaz do que explicar por que discorda. É um atalho antigo. O insulto exige pouco; o debate exige estudo, paciência e coragem.
Continuarei escrevendo. Continuarei revendo minhas convicções quando houver razões para isso. Continuarei aceitando críticas fundamentadas, porque elas fazem parte do pensamento livre. Mas não aceitarei que tentem reduzir uma vida inteira de leitura, reflexão e escrita a um rótulo conveniente.
No fim das contas, não são os adjetivos que me definem. São as ideias que sou capaz de sustentar, revisar e desenvolver. E, enquanto eu puder responder por aquilo que escrevo, não precisarei que ninguém pense por mim.