Deus Prefere os Ateus - William Contraponto

 Deus Prefere os Ateus

William Contraponto 


Não dobram o joelho ao céu vazio, 

nem vestem fé por medo da solidão; 

encaram o abismo, frio e sombrio, 

sem terceirizar ao eterno a decisão. 


Enquanto muitos rezam por aparência, 

erguendo templos sobre a contradição, 

eles carregam a própria consciência 

como quem assume o peso da condição. 


Não prometem virtudes para outro plano, 

nem compram absolvição por devoção; 

sabem que o bem se prova no cotidiano 

e não no discurso de uma procissão. 


Se existe um deus além da névoa humana, 

talvez rejeite toda submissão; 

talvez admire a coragem soberana 

de quem procura sem conclusão. 


Pois a dúvida sincera vale mais, 

que a certeza herdada pela tradição;

e entre os que o invocam e os que buscam sinais, 

talvez prefira os ateus à adoração. 

Marcar Posição - William Contraponto

 



Marcar Posição

William Contraponto


Quando o mundo exige rendição, 

eu sigo a trilha da consciência, 

não vendo a voz por aprovação, 

nem faço da omissão uma evidência. 


Há quem procure abrigo no favor, 

e molde a fala ao gosto dominante, 

mas toda ideia que renuncia ao vigor, 

acaba serva do instante. 


Marcar posição é enfrentar o vendaval, 

sem transformar a diferença em guerra, 

é não chamar de natural 

a corrente que o pensamento encerra. 


Prefiro a dúvida ao dogma triunfal, 

e a busca franca à certeza fabricada, 

pois o espírito que se quer integral 

não teme a estrada inacabada. 


Se um dia eu mudar de direção, 

que seja pela força do argumento, 

não pela pressão da multidão,

nem pelo conforto do consentimento.


A PALAVRA PERMANECE - WILLIAM CONTRAPONTO

A Palavra Permanece


A minha arte incomoda. Incomoda tanto que fui banido dos serviços da META. Incomoda a extrema-direita. Ainda assim, minhas palavras continuam encontrando outros caminhos. Já enfrentei censura em jornais impressos e sobrevivi. Não será a censura de uma empresa que transformará minha escrita em silêncio.


A META passará. O que escrevo permanecerá. De alguma forma.


Há muito tempo desafio a extrema-direita, e nunca conseguiram me apagar por completo. Sempre ressurjo. Pela minha própria escrita ou pela lembrança deixada na escrita de outros. Às vezes, por uma citação. Outras vezes, apenas por uma ideia que segue circulando sem que sua origem seja lembrada.


E mesmo quando não houver redes para me citar, estarei presente no pensamento que ajudei a provocar. A empresa hoje poderosa será apenas mais uma empresa na história. A palavra, a ideia e a arte lançadas por mim e por tantos outros artistas perseguidos continuarão seu percurso.


Empresas podem falir. Plataformas podem desaparecer. Impérios econômicos podem ser substituídos. Mas as ideias atravessam o tempo. E a arte, quando encontra eco, permanece.


O texto reforça a permanência das ideias em contraste com o caráter transitório das empresas e instituições, mantendo o tom combativo associado à voz ensaística de William Contraponto.


Sigo na rede: Aqui no blog oficial, em inúmeros  outros site nos quais sou citado. Em outras redes não  associadas a empresa citada. Ou seja: YouTube,  TikTok,  X (twitter), nos meus livros publicados no que podem ser adquiridos  aqui (em breve gratuitamente), no Clube de Autores  ou no Google Livros do PlayStore em português em versões escritas ou adaptadas  em espanhol.  Etc. Etc...

Eu sou citado no Instagram e no Facebook por contas que me citam pelos meus poemas, minhas frases... mas eu, o autor, não posso ter conta nessas plataformas.  


Tenho um sentimento  dúbio sobre isso: ojeriza por ser censurado por e oruglho por ser censurado por essa empresa que serve ao império atualmente vassalo da extrema-direita trumpista.


Posso não ser considerado hoje por essa empresa, mas suas sucessoras ainda me citação. Mesmo que  atraves de seus usuários.  


O que digo permanecerá.  Essas plataformas que censuram meu perfil, mas não  citações  das minhas obras,  passarão. 

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Lista de títulos  disponíveis nessa modalidade:


Sinopse
Em Com Todas as Letras, William Contraponto reúne poemas que confrontam dogmas, expõem violências simbólicas e afirmam o direito de existir sem tutela. Entre crítica social, reflexão existencial e afetos em resistência, a obra percorre opressões, travessias e escolhas conscientes. Não busca consenso nem conforto: diz o que precisa ser dito, com clareza, lucidez e sem concessões.

Características
Número de páginas 42
Edição 2 (2026)

R$ 9,90 no pix

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Sinopse
Lucidez Sem Atalho reúne poemas que recusam consolo fácil, promessas costumeiras e caminhos prontos. Ao longo da obra, William Contraponto investiga o pensar, o tempo, a travessia e o inacabamento como condições do existir, tratando a lucidez não como chegada, mas como exercício contínuo. Sem recorrer à fé, ao dogma ou à esperança automática, os versos afirmam a experiência, a dúvida e a consciência como únicas chamas possíveis. É um livro que não orienta nem acolhe: provoca, expõe e permanece em vigília.

Características
Número de páginas 16
Edição 1 (2026)

R$ 3,90 no pix

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Sinopse 
Sem Roteiro Prévio reúne poemas sobre tempo, memória e escolhas diante do desconhecido. Sem respostas prontas, cada verso propõe atenção e resistência, revelando como a consciência atravessa limites e incertezas, insistindo em permanecer presente mesmo sem garantias.

Características 
Número de Páginas 33
Edição 1 (2026)

R$ 5,99 no pix

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Sinopse 
Breves Considerações Reflexivas reúne textos curtos que observam o pensar, a consciência e os limites do dizer a partir das margens do real. Sem oferecer respostas finais, a obra propõe um exercício de atenção: interrogar hábitos, silêncios, dogmas e certezas que estruturam a experiência cotidiana. Com linguagem sóbria e direta, os ensaios percorrem o espaço entre o individual e o coletivo, entre o tempo vivido e o tempo pensado, afirmando a reflexão como gesto de responsabilidade e inquietação. É um livro para quem não busca conforto intelectual, mas clareza crítica mesmo quando ela exige permanecer na incompletude.

Características 
Número de Páginas 13
Edição 2 (2026)

R$ 2,10 no pix

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Sinopse 
Consciência do Desamparo é um livro que percorre a fratura do mundo sem recorrer a consolos simbólicos ou promessas transcendentes. Seus poemas expõem a desigualdade, o controle e o consenso como estruturas normalizadas, interrogam os limites do pensar e da linguagem e recusam qualquer tutela que alivie a responsabilidade humana. Ao final, a obra não oferece redenção nem síntese reconfortante, mas afirma o existir sobre o solo comum, onde cada escolha se sustenta sem garantias e sem absolvição.

Características 
Número de Páginas 31
Edição 2 (2026)

R$ 4,99 no pix

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