Entre o Amor e a Democracia, Minha Escolha é Lula

 



 Entre o Amor e a Democracia, Minha Escolha é Lula

William Contraponto | Poeta-Reflexivo


Não escrevo estas palavras apenas como poeta, mas como alguém que dedicou parte da vida à militância social, à defesa da democracia, da diversidade e da liberdade humana.

Minha poesia nunca foi um exercício de alienação. Sempre procurei fazer da palavra um instrumento de reflexão, inquietação e crítica. Acredito que a política deve servir à vida, reduzir desigualdades e garantir dignidade, especialmente àqueles que historicamente foram deixados à margem da sociedade.


É por essas convicções que, neste segundo turno, defendo Luiz Inácio Lula da Silva. 13.


Não por fidelidade cega, pois pensar criticamente também significa reconhecer limites, cobrar resultados e não entregar a própria consciência a qualquer liderança. Apoiar Lula é, para mim, reconhecer a importância de um projeto comprometido com a inclusão social, a valorização do trabalho e a preservação da democracia.

Minha militância ensinou-me que direitos são conquistas, não favores. Minha história com Maurício Rodrigues Lucas, meu amado Maumau, ensinou-me que a liberdade também tem rosto, nome e sentimento.

Durante quase quinze anos, construímos uma história de amor entre dois homens que escolheram viver sem esconder a própria existência. Nosso relacionamento foi uma afirmação de liberdade, o direito de amar, constituir uma família e enfrentar os preconceitos de uma sociedade que nem sempre compreende aquilo que é diferente.

Maurício partiu em 26 de setembro de 2026, deixando uma ausência que não sei medir. Mas a nossa história reforça em mim uma certeza: a liberdade não é uma abstração quando é a nossa própria existência que está em jogo.

Por isso, não separo minhas convicções políticas daquilo que vivi. Quero um Brasil onde ninguém precise esconder quem é para ser respeitado, onde a pobreza não seja tratada como destino e onde as diferenças não sejam usadas para alimentar o ódio.

Não acredito em salvadores da pátria. Acredito na democracia, na participação popular e na responsabilidade de escolher, entre as alternativas concretas, aquela que melhor corresponda aos nossos compromissos sociais e humanos.

Neste segundo turno, minha escolha é Lula. Escolho a democracia contra o autoritarismo, a inclusão contra a exclusão e a solidariedade contra a indiferença.

Escrevo como William Contraponto, poeta, pensador e militante social, mas também como o homem que amou Maurício e continua carregando consigo a história que construímos.

Sei que vou ao oposto do que pensa boa parte da minha "família". Família  tal que não foi capaz de me dar sequer um "pêsames" pela passagem do meu amor. Logo, isso diz muito sobre a preferência da falsa moralidade antidiversidade que nesses habita. 

Não transformo minha dor em argumento eleitoral. Transformo minha trajetória e coerência em responsabilidade diante do mundo que aí está. 

Meu voto é Lula. Minha bandeira é a dignidade humana. E minha esperança é um Brasil onde todas as pessoas possam viver, amar e existir em liberdade.


William Contraponto

Poeta-Reflexivo


“Eu não vendo palavra. Eu ofereço uma perspectiva.”





09.10 ANIVERSÁRIO DO MAUMAU

 Hoje, 09.10, Maurício Rodrigues Lucas,  o meu amor Maumau,  estariam completando seus 38 anos nessa existência material. 

Não poderia deixar de mencionar essa data aqui no espaço  que mostra a minha arte e vida.

Que a sua passagem por essa existência não seja jamais esquecida e permaneça como exemplo de simplicidade, carinho, dedicação e amor ao próximo. 




16 de Dezembro de 2012


 



 16 de dezembro de 2012

Era domingo. Tarde de 16 de dezembro de 2012.

Maurício desceu três paradas depois. Fui ao seu encontro o mais rápido que pude.

Naquele tempo, eu morava de aluguel numa casinha pequena, de duas peças e um banheiro. Durante três meses, escondi dele o meu sobrenome. Ele acreditava que eu era apenas empregado da loja onde eu trabalhava. A loja, na verdade, pertencia aos meus pais. Mas isso não significava, para mim, autoridade ou vantagem alguma. Naquela altura, eu mesmo preferia ser visto somente como empregado. Não queria que qualquer condição familiar ou patrimonial interferisse na maneira como ele me enxergava.

E então apareceu Maurício.

Não demorou para que ele deixasse de ser simplesmente Maurício. Já no primeiro dia, inventei para ele o apelido que nasceu espontaneamente do afeto: Maumau.
(o que ao longo dos tempos acabou se ampliando  para outros. Inúmeros).

Logo percebi também que Maurício gostava de ser ninado. E, diante daquela descoberta, inventei uma cantiga para ele:

Eu sou o Maumau,
que veio trazer a luz das estrelas
para iluminar...

Naqueles primeiros meses, fomos nos conhecendo aos poucos. Eu havia escondido meu sobrenome. Ele também guardava partes de si. Havia coisas que ainda não sabíamos um do outro, histórias que ainda não tinham sido contadas, detalhes que o tempo haveria de revelar.

Depois de três meses, fui me revelando. E ele, também, foi se revelando para mim.

E então aconteceu algo que, olhando para trás, considero uma das coisas mais importantes de toda a nossa história: o sentimento nascido naquele primeiro dia não se alterou em nada.

As revelações não diminuíram o encanto.

Não mudaram aquilo que havíamos sentido.

Não fizeram desaparecer o Maumau que eu havia encontrado naquele domingo, nem o homem que, pouco a pouco, eu conheceria muito além da primeira impressão.

Ao contrário.

Quanto mais um conhecia o outro, mais aquele primeiro sentimento encontrava motivos para continuar existindo.

O que começou naquele 16 de dezembro não precisava ser inventado novamente.

Já estava lá.





As Interpretações do Maumau

 Maumau, Maurício Rodrigues Lucas,  meu amor, meu lindo, minha vida, e seus vídeos para o TikTok. 

Essa é a  parte um.

Aqui alguns: 











No Facebook fiz do perfil de Maurício um memorial de suas fotos,  vídeos,  etc. 


Aos poucos vou postando lá também. 




Maurício Era Feito de Simplicidade

 Maurício Era Feito de Simplicidade.

Um Relato de Quem Amou e Viveu 15 Anos com Maurício Rodrigues Lucas. 


Não gostava de luxos extremos, nem se encantava com aquilo que tantas vezes serve apenas para impressionar os outros. A ostentação lhe era estranha. Não precisava de muito para estar bem, nem precisava mostrar o que tinha para provar quem era.

Havia nele uma humildade silenciosa. Era calado, sensível, atento às coisas que muitas pessoas deixam passar. Sentia profundamente, embora nem sempre transformasse em palavras aquilo que sentia.

E gostava, sobretudo, de ser útil.

Havia uma espécie de satisfação em poder ajudar, resolver alguma coisa, facilitar a vida de alguém, fazer-se presente quando necessário. Essa era uma das formas mais próprias que encontrou para demonstrar carinho: estar disponível, contribuir, servir.

Maurício, o meu Maumau, não parecia querer muito da vida em termos de luxo. Queria aquilo que lhe fazia sentido. E, justamente por isso, sua simplicidade nunca foi pobreza de espírito. Era uma maneira de existir.

Ele tinha pouco interesse em parecer importante. Seu valor estava justamente em não precisar parecer.