A MESMA ESTRADA
William Contraponto
Há uma fronteira desenhada no chão,
mas ninguém nasceu dentro dela,
há mil maneiras de chamar de nação,
e uma só humanidade sob a estrela.
Cada povo carrega sua própria memória,
seu jeito de cair e recomeçar,
não existe um caminho escrito na história,
nem uma única forma de caminhar.
Vamos deixar as portas abertas,
deixar o futuro entrar,
se somos vozes tão diferentes,
há uma canção para compartilhar.
Nenhum de nós possui o amanhã,
nenhum de nós pode o controlar,
somos partes de uma mesma estrada,
aprendendo juntos a caminhar.
Há quem construa muros por medo,
há quem transforme a fé em poder,
mas nenhuma bandeira guarda um segredo
que impeça outro povo de escolher.
Que a liberdade não seja privilégio,
que a justiça encontre seu lugar,
que toda criança receba um começo
antes que alguém lhe ensine a odiar.
Vamos deixar as portas abertas,
deixar o futuro entrar,
se somos vozes tão diferentes,
há uma canção para compartilhar.
Nenhum de nós possui o amanhã,
nenhum de nós pode o controlar,
somos partes de uma mesma estrada,
aprendendo juntos a caminhar.
Não precisamos pensar igualmente
para descobrir o que podemos ser,
basta reconhecer no outro, frente a frente,
o mesmo direito de existir e escolher.
E quando a última fronteira desaparecer,
não haverá vitória de um sobre alguém,
haverá somente o que pudermos fazer
para que a liberdade alcance também.
Se cada país é uma experiência,
se cada povo tem algo a ensinar,
talvez a maior revolução da existência
seja aprender sem deixar de questionar.





