Lucidez Sem Atalho & Consciência do Desamparo agora estão numa especial Edição Reunida, exclusiva para o formato impresso.
Acesse o link clicando na imagem abaixo para adquirir já o seu:
Venda do impresso por: Clube de Autores (link acima)
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Sobretudo, Resistente — William Contraponto
Por vinte e dois anos escrevi sem publicar um livro. Acumulei material, fartamente compartilhado nas redes e na web em geral ao longo dos últimos quinze anos, além daquilo que foi publicado em jornais locais. Foram anos não só de espera, mas de lutas. Meu caminho foi minado, bombardeado, para que eu não chegasse ao ponto objetivado.
Segui fiel ao objetivo por força de ideais e de resistência. Pela escrita, descobri-me mais do que poeta: descobri-me ser humano — forte, resistente — cuja caminhada superou obstáculos cujas razões, muitas vezes, nem eu mesmo compreendia, nascidos dos complexos, hoje, já inferidos, de pessoas ressentidas e boçais ao longo do trajeto.
Ninguém tem a obrigação de conhecer plenamente essas situações enfrentadas. Digo tudo isso apenas para esclarecer uma coisa: não foi do dia para a noite. Não houve milagre. Não houve investimento financeiro. Não houve uso de truques. Houve, sim, objetivo. Houve superação. E houve imersão cognitiva nas áreas que atravessam aquilo que escrevo.
Iniciei essa história aos dezesseis anos, publicando um texto em um jornal local. De lá para cá, vieram muitas outras experiências semelhantes, além da escrita para meu site e outros espaços — como uma breve pesquisa no Google pode revelar. E agora, passadas duas décadas, lanço-me como autor de livros. Aprendi o necessário para ser um autor independente e, com o acúmulo de material criado ao longo desse tempo, pude já lançar alguns.
Aos trinta e oito anos, acho que posso me considerar, sobretudo, resistente.
E.T.: Que esse presente texto sirva de reflexão para qualquer pessoa. Que sirva também para quem pretende concluir algo sobre a minha caminhada, pois sem a pesquisa alicerçada sobre esse seria impossível a mínima compreensão.
Os e-books Consciência do Desamparo, Com Todas as Letras, Breves Considerações Reflexivas - O Pensar, a Consciência e as Margens do Real e Lucidez Sem Atalho foram acrescentadas ao catálogo do Google Livros lá na Play Store do seu aparelho.
Clicando nas imagens que seguem abaixo você será redimensionado(a) para cada um:
Além da versão em ebook, entrou para venda nesta madrugada o livro físico de Com Todas as Letras no Clube de Autores.
Para adquirir acesse o link clicando na imagem abaixo:
A Consciência à Venda
William Contraponto
O homem mede o mundo pela posse,
chama avanço ao ato de tomar;
tem ciência, mas veste-a de prece,
quando o lucro começa a mandar.
Entre o saber e o querer imediato,
a escolha recai sempre no ter;
o planeta sustém seu contato,
mas é ferido por quem diz viver.
Há cálculo onde deveria haver cuidado,
há razão servindo à exploração;
o amanhã é custo adiado,
quando o agora exige expansão.
Não falta ao homem cognição,
falta freio à própria ambição;
devasta o chão que lhe dá condição,
e chama de progresso a destruição.
Disponibilizando o ebook de Diversidade na Educação. Do Grupo de Pesquisa Educação, Diversidade e Direitos Humanos (GPEDDH) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (IFMS).
Nele é citado William Contraponto com um trecho de seu poema "Diversidade" em diálogo com uma citação de Paulo Freire.
Para fazer o download, clique na imagem abaixo.
Bolsonarismo: catalisadores da extrema-direita brasileira.
[Revisado em 06/01/2026]
William Contraponto
O bolsonarismo não é um desvio momentâneo nem um mal-entendido histórico. É um fenômeno político com raízes sociais profundas, que organiza ressentimentos, legitima impulsos autoritários e converte frustrações difusas em identidade agressiva. Não se sustenta por ideias, mas por afetos negativos: medo, ódio, nostalgia de hierarquias e aversão à pluralidade.
Um de seus motores centrais é a massa dos ressentidos, ou seja, osndivíduos e grupos que interpretam a ampliação de direitos como perda pessoal. Para essa caterva, democracia só é aceitável quando confirma privilégios. Quando o mundo se torna diverso, a reação é boçal: simplificar, atacar, desumanizar. O bolsonarismo oferece a esses sujeitos uma gramática rudimentar, onde o grito substitui o argumento e o inimigo imaginário dá sentido à própria mediocridade.
O golpismo não aparece como exceção, mas como método latente. A desconfiança permanente das instituições, do processo eleitoral, da imprensa e da ciência não visa corrigir falhas, mas corroer a ideia mesma de mediação democrática. Governa-se pela tensão contínua. O conflito não é meio; é fim. A extrema-direita brasileira prospera no desgaste, no ruído e na ameaça constante.
Nesse arranjo, as milícias ocupam lugar estrutural — não apenas como fenômeno criminal, mas como lógica política. Controle territorial, intimidação, lealdade pela força e desprezo seletivo pela lei formam um modelo de poder que dialoga diretamente com o bolsonarismo. Não por acaso, são amplamente documentadas as ligações da família Bolsonaro com milicianos no Rio de Janeiro: homenagens parlamentares a figuras centrais dessas organizações, relações de proximidade política e simbólica, e a normalização pública de personagens associados a esse universo. Não se trata de detalhe periférico, mas de afinidade eletiva entre um projeto autoritário e uma forma de poder baseada na coerção informal.
Os fundamentalistas cristãos cumprem função decisiva como blindagem moral. Não operam no registro da fé, mas do controle. Transformam política em cruzada, dogma em arma e obediência em virtude. Ao sacralizar líderes medíocres, tornam a crítica um pecado e o autoritarismo uma missão. O resultado é uma moral seletiva, asquerosa, que pune os vulneráveis e absolve os poderosos.
Há ainda a recusa sistemática do pensamento. Ciência vira conspiração, educação vira doutrinação, cultura vira ameaça. A extrema-direita não teme ideias; teme o hábito de pensar. Por isso ataca professores, jornalistas, artistas e qualquer instância que introduza complexidade num mundo que prefere slogans.
No fundo, o bolsonarismo é um projeto antidemocrático, sustentado por uma aliança entre elites predatórias, classes médias ressentidas e uma base mobilizada pelo medo. Não oferece futuro; tenta congelar o passado e punir quem dele escapa. Combatê-lo exige mais do que indignação moral. Exige análise, memória e recusa firme à normalização da barbárie.
Considerações Reflexivas:
A Palavra Como Instrumento de Desgaste
Há discursos que não nascem da dúvida, mas da necessidade de ferir. Neles, o fato não importa: é apenas um corpo disponível para a agressão. A versão muda, não por revisão honesta, mas porque o ataque exige novas formas; não há contradição real, há insistência. Fala-se hoje de um modo, amanhã de outro, desde que o outro permaneça menor, sob suspeita, corroído. A palavra, que poderia ser ato de lucidez, é rebaixada a instrumento de desgaste moral. Nesse movimento, a coerência deixa de ser valor porque a verdade já foi abandonada de saída; o que resta é um exercício pobre de poder, onde quem acusa revela menos sobre o acusado e mais sobre a própria incapacidade de sustentar sentido sem destruir alguém no caminho.
E-book: Regimes do Real – três estados do existir. De William Contraponto
Três poemas que investigam o real como imposição: pela exposição excessiva, pela suspensão do escuro e pela normalização da violência. O livro recusa consolo e redenção, afirmando a consciência crítica e a decisão como modos de atravessar o mundo sem ilusão.
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