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ANTES QUE EU NÃO TENHA VOZ - William Contraponto - William Gogolenko Risther

 Antes que eu não tenha voz preciso registrar fatos. O cerco contra a minha a pessoa devido o que sou e o que carrego esta claramente sendo fechado. Fechado por quem, afinal, podes você questionar. E eu vou te responder. Não apenas por quem, mas também o motivo - ou motivos. E é preciso fazer uma linha temporal do presente para o passado.

De ínicio tenho que dizer: não sou bandido. Apesar que alguns boçais considerem ser homossexual algo comparavel a ser bandido. O que claramente, evidentemente, esclarecidamente... não é. Nunca foi!

Estou num ano complicado. Pessoalmente para a minha pessoa, pois perdi o amor da minha vida 30 dias atrás. É um momento de extrema dor.  Perdi a pessoa com quem tive 15 anos de convívio, amor e companheirismo .

Parece que passados apenas 30 dias dessa perda irreparável para mim, ruídos exteriores que de forma pouco nobre se insurgem vindos de onde até pouco se mostravam solidários com o meu luto. Ou até mais do que isso. Porém,  parece haver uma brusca e repentina mudança. 

A motivação de hora não fica bastante  clara. Uma súbita mudança como descrita não encontra na lógica,  na razão explicações.  O que se supõe que tenha surgimento em motivações  movidas por reações de cunho estranho aos valores antes demonstrados. E isso provavelmente não tem base racional, e, sim, estravazamente de alguma natureza antes represada. Opiniões dão conta que se trata de assédio eleitoral. Eu não sei o por que seria. Os próximos fatos é que vão revelar se qual a natureza. 

Há fatores com base nos idos tempos  também aos quais, por força das circunstâncias, via como pouco prováveis, mas que podem ser causa ainda mais profunda.


[Continua. Se eu ainda tiver voz}

O Luto

 



O Luto

Eu nem sei quanto tempo durará. E nem sei se terá fim. 

Cada canto, cada ação, cada som que se faz... tudo carrega lembrança de momentos,  palavras, jeito de realizar algo, enfim... um oceano inesgotável de lembranças. E elas causam a saudade mais implacável. Aquela que rasga o peito de dor enquanto o soluço que acompanha o  choro ecoa pela casa vazia daquela presença física.

Por ora, busco fotos, as reproduzo em forma de arte como um jeitinho de homenagear o meu amor. Espalho pela casa recordações, pois não tem como ser diferente de qualquer forma.

A essência do Maumau ( Maurício Rodrigues Lucas) vive entre Bob,  Baby e eu. A essência daquilo que ele nos deixou: o amor por essa nossa vida pacata,  sincera e simples. Exatamente  como a alma dele.

Não sou mais o mesmo. Com ele partiu ao menos metade de mim. É irrecuperável essa metade. E eu não quero substituir por algo. No máximo só posso aprender a  viver amputado, pela metade.

Esse momento tem sido de lembranças,  saudade, dor e choro. E o único ponto de saída tem sido movimentar o pensamento em torno de maneiras de homenagear a sua passagem pelas nossas vidas. Seja num painel, numa missa, doações, orações ou poema. 




09.10 ANIVERSÁRIO DO MAUMAU

 Hoje, 09.10, Maurício Rodrigues Lucas,  o meu amor Maumau,  estariam completando seus 38 anos nessa existência material. 

Não poderia deixar de mencionar essa data aqui no espaço  que mostra a minha arte e vida.

Que a sua passagem por essa existência não seja jamais esquecida e permaneça como exemplo de simplicidade, carinho, dedicação e amor ao próximo. 




16 de Dezembro de 2012


 



 16 de dezembro de 2012

Era domingo. Tarde de 16 de dezembro de 2012.

Maurício desceu três paradas depois. Fui ao seu encontro o mais rápido que pude.

Naquele tempo, eu morava de aluguel numa casinha pequena, de duas peças e um banheiro. Durante três meses, escondi dele o meu sobrenome. Ele acreditava que eu era apenas empregado da loja onde eu trabalhava. A loja, na verdade, pertencia aos meus pais. Mas isso não significava, para mim, autoridade ou vantagem alguma. Naquela altura, eu mesmo preferia ser visto somente como empregado. Não queria que qualquer condição familiar ou patrimonial interferisse na maneira como ele me enxergava.

E então apareceu Maurício.

Não demorou para que ele deixasse de ser simplesmente Maurício. Já no primeiro dia, inventei para ele o apelido que nasceu espontaneamente do afeto: Maumau.
(o que ao longo dos tempos acabou se ampliando  para outros. Inúmeros).

Logo percebi também que Maurício gostava de ser ninado. E, diante daquela descoberta, inventei uma cantiga para ele:

Eu sou o Maumau,
que veio trazer a luz das estrelas
para iluminar...

Naqueles primeiros meses, fomos nos conhecendo aos poucos. Eu havia escondido meu sobrenome. Ele também guardava partes de si. Havia coisas que ainda não sabíamos um do outro, histórias que ainda não tinham sido contadas, detalhes que o tempo haveria de revelar.

Depois de três meses, fui me revelando. E ele, também, foi se revelando para mim.

E então aconteceu algo que, olhando para trás, considero uma das coisas mais importantes de toda a nossa história: o sentimento nascido naquele primeiro dia não se alterou em nada.

As revelações não diminuíram o encanto.

Não mudaram aquilo que havíamos sentido.

Não fizeram desaparecer o Maumau que eu havia encontrado naquele domingo, nem o homem que, pouco a pouco, eu conheceria muito além da primeira impressão.

Ao contrário.

Quanto mais um conhecia o outro, mais aquele primeiro sentimento encontrava motivos para continuar existindo.

O que começou naquele 16 de dezembro não precisava ser inventado novamente.

Já estava lá.





Maurício Era Feito de Simplicidade

 Maurício Era Feito de Simplicidade.

Um Relato de Quem Amou e Viveu 15 Anos com Maurício Rodrigues Lucas. 


Não gostava de luxos extremos, nem se encantava com aquilo que tantas vezes serve apenas para impressionar os outros. A ostentação lhe era estranha. Não precisava de muito para estar bem, nem precisava mostrar o que tinha para provar quem era.

Havia nele uma humildade silenciosa. Era calado, sensível, atento às coisas que muitas pessoas deixam passar. Sentia profundamente, embora nem sempre transformasse em palavras aquilo que sentia.

E gostava, sobretudo, de ser útil.

Havia uma espécie de satisfação em poder ajudar, resolver alguma coisa, facilitar a vida de alguém, fazer-se presente quando necessário. Essa era uma das formas mais próprias que encontrou para demonstrar carinho: estar disponível, contribuir, servir.

Maurício, o meu Maumau, não parecia querer muito da vida em termos de luxo. Queria aquilo que lhe fazia sentido. E, justamente por isso, sua simplicidade nunca foi pobreza de espírito. Era uma maneira de existir.

Ele tinha pouco interesse em parecer importante. Seu valor estava justamente em não precisar parecer.



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Sinopse
Em Com Todas as Letras, William Contraponto reúne poemas que confrontam dogmas, expõem violências simbólicas e afirmam o direito de existir sem tutela. Entre crítica social, reflexão existencial e afetos em resistência, a obra percorre opressões, travessias e escolhas conscientes. Não busca consenso nem conforto: diz o que precisa ser dito, com clareza, lucidez e sem concessões.

Características
Número de páginas 42
Edição 2 (2026)

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Sinopse
Lucidez Sem Atalho reúne poemas que recusam consolo fácil, promessas costumeiras e caminhos prontos. Ao longo da obra, William Contraponto investiga o pensar, o tempo, a travessia e o inacabamento como condições do existir, tratando a lucidez não como chegada, mas como exercício contínuo. Sem recorrer à fé, ao dogma ou à esperança automática, os versos afirmam a experiência, a dúvida e a consciência como únicas chamas possíveis. É um livro que não orienta nem acolhe: provoca, expõe e permanece em vigília.

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Edição 1 (2026)

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Sinopse 
Sem Roteiro Prévio reúne poemas sobre tempo, memória e escolhas diante do desconhecido. Sem respostas prontas, cada verso propõe atenção e resistência, revelando como a consciência atravessa limites e incertezas, insistindo em permanecer presente mesmo sem garantias.

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Número de Páginas 33
Edição 1 (2026)

R$ 5,99 no pix

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Sinopse 
Breves Considerações Reflexivas reúne textos curtos que observam o pensar, a consciência e os limites do dizer a partir das margens do real. Sem oferecer respostas finais, a obra propõe um exercício de atenção: interrogar hábitos, silêncios, dogmas e certezas que estruturam a experiência cotidiana. Com linguagem sóbria e direta, os ensaios percorrem o espaço entre o individual e o coletivo, entre o tempo vivido e o tempo pensado, afirmando a reflexão como gesto de responsabilidade e inquietação. É um livro para quem não busca conforto intelectual, mas clareza crítica mesmo quando ela exige permanecer na incompletude.

Características 
Número de Páginas 13
Edição 2 (2026)

R$ 2,10 no pix

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Sinopse 
Consciência do Desamparo é um livro que percorre a fratura do mundo sem recorrer a consolos simbólicos ou promessas transcendentes. Seus poemas expõem a desigualdade, o controle e o consenso como estruturas normalizadas, interrogam os limites do pensar e da linguagem e recusam qualquer tutela que alivie a responsabilidade humana. Ao final, a obra não oferece redenção nem síntese reconfortante, mas afirma o existir sobre o solo comum, onde cada escolha se sustenta sem garantias e sem absolvição.

Características 
Número de Páginas 31
Edição 2 (2026)

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C.R.: A PALAVRA COMO INSTRUMENTO DE DESGASTE

 


Considerações Reflexivas:

A Palavra Como Instrumento de Desgaste 


Há discursos que não nascem da dúvida, mas da necessidade de ferir. Neles, o fato não importa: é apenas um corpo disponível para a agressão. A versão muda, não por revisão honesta, mas porque o ataque exige novas formas; não há contradição real, há insistência. Fala-se hoje de um modo, amanhã de outro, desde que o outro permaneça menor, sob suspeita, corroído. A palavra, que poderia ser ato de lucidez, é rebaixada a instrumento de desgaste moral. Nesse movimento, a coerência deixa de ser valor porque a verdade já foi abandonada de saída; o que resta é um exercício pobre de poder, onde quem acusa revela menos sobre o acusado e mais sobre a própria incapacidade de sustentar sentido sem destruir alguém no caminho.


E-book: Regimes do Real – três estados do existir. De William Contraponto

 E-book: Regimes do Real – três estados do existir. De William Contraponto 


Três poemas que investigam o real como imposição: pela exposição excessiva, pela suspensão do escuro e pela normalização da violência. O livro recusa consolo e redenção, afirmando a consciência crítica e a decisão como modos de atravessar o mundo sem ilusão. 


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NÃO É DOENÇA, É CONSEQUÊNCIA - William Contraponto

 



NÃO É DOENÇA, É CONSEQUÊNCIA


A notícia de que o médico de Jair (Golpista) Bolsonaro aponta depressão, ansiedade e uma crise persistente de soluços não deveria causar espanto nem piedade automática. Tampouco deveria ser usada como escudo moral. Não se trata aqui de zombar da condição humana. Sofrimento psíquico é real, sério e digno de cuidado. Mas é preciso dizer com clareza que há uma diferença fundamental entre adoecer apesar da própria trajetória e adoecer por causa dela.

Bolsonaro não é vítima de um mundo que o excedeu coisa nenhuma.  É produto acabado do discurso que escolheu cultivar. A ansiedade não surge do nada. A depressão também não. Elas são, muitas vezes, o retorno psíquico de uma vida sustentada no conflito permanente, no ódio como método e na agressão como linguagem política.

Lembremos: o Bozo construiu sua trajetória política naturalizando a morte, convertendo a violência retórica em método e fazendo do conflito permanente uma identidade. Governou estimulando o colapso, o enfrentamento contínuo e a ideia de que a convivência democrática é sinal de fraqueza. Esse modo de existir politicamente não produz estabilidade. Produz tensão constante. O corpo cobra. A mente responde. Não há transcendência nisso. Há causalidade.

Quando se governa atacando instituições, jornalistas, professores, cientistas, minorias e a própria democracia, não se constrói estabilidade. Constrói-se tensão. Quando se vive politicamente à base da negação da realidade, da mentira reiterada e da paranoia conspiratória, o preço não é apenas social. É também subjetivo.

Os soluços incessantes funcionam quase como uma metáfora involuntária. O corpo interrompe a fala de quem passou anos interrompendo o pacto civilizatório. A ansiedade é o sintoma lógico de quem sempre apostou no caos e agora teme a responsabilização. A depressão não nasce do acaso, mas do esgotamento de um personagem que só se sustenta enquanto grita e puxa coro de "imbroxavel".

Isso não absolve, não redime, não apaga nada. Sofrer não transforma ninguém em inocente. A história não reescreve crimes com laudos médicos. O reconhecimento de um adoecimento não pode servir para humanizar politicamente quem desumanizou tudo que não  fosse espelho de forma tão sistemática ao longo da vida pública 

Há quem confunda crítica com crueldade. Não é o caso! Crueldade foi rir da falta de ar alheia, minimizar mortos e ironizar a dor coletiva. Agora, quando o corpo cobra a fatura, tenta-se inverter os papéis. O agressor aparece como vítima. O autor do colapso surge como alguém a ser protegido do próprio legado. E quem se sensibiliza? Lógico, o seu gado de ressentidos, boçais, néscios, neofachos, entre outros nichos da estirpe do líder da manada.

Se faz necessário deixar transparente a conclusão de que a política não adoece por acaso. Ela adoece quando é feita contra a vida, contra a convivência e contra a democracia. O que se vê não é uma tragédia pessoal isolada. É o sintoma final de um projeto que sempre escolheu a barbárie como método.

Não é perseguição.

Não é injustiça.

Não é complô.

É consequência!


William Contraponto 




CONSIDERAÇÕES REFLEXIVAS: A Crença Transcendental que Mais se Proclama Racional é a Mais Excludente - William Contraponto

 



CONSIDERAÇÕES REFLEXIVAS:

A Crença Transcendental que Mais se Proclama Racional é a Mais Excludente


Não se trata de advogar a favor ou contra qualquer crença classificada como racional, tampouco de legitimar a visão oposta. O cerne da questão é a contradição que emerge quando se busca delimitar a crença como racional ou não: um esforço que, por sua própria natureza, é vã.

Essa tentativa de definição, ao invés de esclarecer, acaba por excluir. Ao levantar a bandeira da racionalidade suposta, a crença torna-se instrumento de superioridade e discriminação, impondo limites e normas a quem ousa pensar diferente. É um gesto paradoxal. Aquilo que se proclama cognitivamente lúcido se utiliza de mecanismos de autoridade e exclusão, ações que, em essência, denunciam sua própria fragilidade.

A lógica que sustenta a racionalidade aqui se contradiz. Se a lucidez cognitiva é autônoma, não precisaria afirmar-se superior nem delimitar fronteiras. No entanto, ao fazê-lo, cria-se um campo de tensão social e epistemológico, em que a racionalidade se torna não apenas abstrata, mas politicamente performativa e muitas vezes perigosamente opressiva.






Para Não Dizer quem Não Falo de Ontem - William Contraponto



Para Não Dizer quem Não Falo de Ontem

William Contraponto


O ontem pesa, mas não governa 

Carrega marcas que não desfaço 

A memória insiste, mas não ordena 

Nem dita o rumo do meu passo 


Não peço perdão ao que já fui 

Nem faço do erro uma prisão 

O que passou em mim persiste e flui 

Sem me exigir reparação 


O ontem ensina pelo atrito 

Nunca pelo conforto fácil 

Seu verbo é seco, quase aflito 

Sem promessa, sem prefácio 


Não moro onde o tempo fechou 

A casa ali virou sinal 

Reconheço o chão que me formou 

Sem torná-lo final 


Falo do ontem com lucidez 

Sem culto, medo ou redenção 

Ele explica quem eu fui uma vez 

Mas não dá a direção

O Enigma do Primeiro Passo - William Contraponto



O Enigma do Primeiro Passo 

William Contraponto 


O caminho desperta no primeiro passo, 

abrindo o mundo sem se anunciar. 

Do ato nasce um tênue traço, 

que à própria essência decide chamar. 


Nenhuma voz secreta indica direção; 

o ritmo surge ao se escutar. 

Entre o peso do tempo e a indecisão, 

a senda encontra modo de avançar. 


Sem verbo fixo ou guia certeiro, 

a trilha aprende a se configurar. 

Há sempre vida no início ligeiro, 

sutil convite para continuar. 


Quando o silêncio cresce por inteiro, 

um fundo sentido tenta despontar. 

No intervalo se refaz o roteiro, 

mínima música a respirar. 


E se algo fica, é o inicial traço, 

o breve lume a resistir. 

Sutil lembrança de que há espaço 

para o instante enfim surgir. 





Entre o Sóbrio e o Ébrio - William Contraponto

 



Entre o Sóbrio e o Ébrio 

William Contraponto 


Entre o sóbrio e o ébrio

haverá uma conexão;

entre certeza e mistério

haverá revelação.


O que a consciência vigia,

a dúvida põe em tensão:

somos o elo que falha

na busca por direção.


A fronteira não é ameaça,

é estado, é condição;

quem a encara de frente

aprende a nomear o não.


Entre o sóbrio e o ébrio

haverá uma conexão;

entre certeza e mistério

haverá revelação.


Nenhum mapa nos garante,

nem promessa em previsão;

o sentido não é dado,

germina na interrogação.


Entre o delírio e a lógica

segue a mesma pulsação:

a lucidez é ferida,

e viver é insurreição.


Entre o sóbrio e o ébrio

haverá uma conexão;

entre certeza e mistério

haverá compreensão.







C.R.: O Desamparo Tem Causas Sociais, Mas Consequências Íntimas - William Contraponto

Considerações Reflexivas:


O Desamparo Tem Causas Sociais, Mas Consequências Íntimas

William Contraponto 


O desamparo raramente nasce do coração que o sente, embora seja no coração que ele se instala. Há dores que o indivíduo carrega como se fossem exclusivamente suas, quando na verdade nascem na arquitetura invisível do mundo. Vivemos num tempo em que responsabilidades coletivas se transformam em culpas pessoais: o desempregado é visto como preguiçoso, o pobre como desorganizado, o ansioso como fraco, o exausto como alguém incapaz de administrar seus próprios recursos. Assim, problemas estruturais retornam ao sujeito como defeitos morais, enquanto o sistema lava as mãos e o indivíduo lava lágrimas. Uma sociedade que naturaliza desigualdades produz cicatrizes que não aparecem no noticiário, mas latejam no peito às três da manhã. As instituições falham para todos, porém é a pessoa isolada que sangra, porque o que nos atinge em massa nos desespera sozinhos. A solidão que tanto dói não é apenas íntima, ela é fabricada por portas fechadas, direitos negados, vidas reduzidas a números e expectativas esmagadas por um mundo que exige mais do que oferece. O sujeito desamparado não é um erro; é um resultado. Mas a consciência desse fato inaugura a resistência. Quando alguém percebe que sua angústia não é defeito pessoal e sim consequência de um cenário desequilibrado, a dor deixa de ser culpa para se transformar em compreensão e luta. Se o desamparo é social em sua origem, a superação também deve ser social. Ela se constrói no encontro, na solidariedade, no gesto que devolve humanidade ao outro. A cura do íntimo começa no coletivo, porque a dignidade de um só depende da justiça de todos.






Máquina do Infinito – William Contraponto

 



Máquina do Infinito

William Contraponto 


O céu repete antigos labirintos, 

com lógica de um sonho recorrente, 

estrelas são os cálculos extintos 

de uma mente que pensa eternamente. 


Os átomos se alinham no compasso 

do tempo que não sabe pra onde vai, 

há dúvida moldando cada traço, 

e o caos revela a ordem que se esvai. 


Um pensamento pulsa entre os planetas, 

em código que nunca se decifra, 

e o vácuo grita verdades secretas 

que a razão recusa, mas registra. 


O universo é só um pensamento, 

máquina viva sem operador, 

reflete em mim seu movimento, 

sou engrenagem do seu motor. 


As galáxias giram como ideias, 

que buscam forma e nome sem cessar, 

mas toda luz produz suas aldeias 

de sombra que ninguém pode evitar. 


Se o mundo é mente, somos devaneio

 de um cérebro em combustão, 

e a vida, esse constante entremeio 

entre a matéria e a percepção. 


O universo é só um pensamento, 

máquina viva sem operador, 

reflete em mim seu movimento, 

sou engrenagem do seu motor. 



#williamcontraponto #poeta #poesia #maquinadoinfinito




Canção da Madrugada - William Contraponto

 



Canção da Madrugada

William Contraponto 


Ando pelas ruas, meio em silêncio.

O mundo parece tão fiel,

Porém, em mim, há um incêndio

Que arde num canto cruel.


Olho as portas ainda cerradas;

O céu se desfaz num papel.

Observo a nota, entre calçadas,

Que me prende num tom tão fiel.


Acho que será uma manhã ensolarada,

Mas ainda estou a me questionar:

Quando surge uma canção na madrugada,

Também não seria para iluminar?


Nem todo farol aponta o trilho,

Nem toda luz vem do perfil.

Às vezes, um som, num canto simples,

É o que resgata o mais sutil.


Talvez não seja só poesia,

Talvez um gesto mais gentil...

O que desponta em noite fria

É sopro terno, quase infantil.


Acho que será uma manhã ensolarada,

Mas ainda estou a me questionar:

Quando surge uma canção na madrugada

Também não seria para iluminar?


Se a escuridão compõe a dança,

E o silêncio tenta conversar,

Talvez não caiba mais cobrança,

Talvez seja hora de cantar.


Acho que será uma manhã ensolarada,

Mas sigo sem pressa de encontrar.

Pois a canção me toca na madrugada,

E sigo tentando nossas linhas interpretar.




#200




DIVERSIDADE - WILLIAM CONTRAPONTO

 




Diversidade

William Contraponto 


Somos diferentes e iguais
Cada um com seus sonhos e ideais,
Não importa a cor, o gênero ou a orientação
O que importa é o amor e o respeito
como direção.

Diversidade é a riqueza da vida
É a beleza de cada ser,
É a harmonia de todas as vozes
É a melodia que nos faz crescer.

Não há certo ou errado
Só há pontos de vista,
Não há melhor ou pior
Só há caminhos distintos.

Diversidade é a riqueza da vida
É a beleza de cada ser,
É a harmonia de todas as vozes
É a melodia que nos faz crescer.

Vamos celebrar a diversidade
Vamos abraçar a diferença,
Vamos aprender com a variedade
Vamos cantar com a esperança.

Diversidade é a riqueza da vida
É a beleza de cada ser,
É a harmonia de todas as vozes
É a melodia que nos faz crescer.



HOMOFOBIA E OUTROS INTERESSES POUCO NOBRES...



A motivação de calúnias, injúrias e difamações contra a minha pessoa sempre tem homofobia discreta ou direta envolvida. Além de interesses sujos e inescrupulosos. Não faço uso de nenhuma medicação além de laxante. Pois, o que não sai de mim aparentemente sai em abundância pela boca de gente medíocre e pilantra.

Uma dessas demonstrações de preconceito é sugestionar para os incaltos que eu não me alimento direito ou que vivo dentro de casa, sem sair. Tudo mentira para criar uma falsa atmosfera de incapacidade cognitiva ou demencial a meu respeito. Se por trás tem homofobia? Tem. Se tem outros interesses? Tem também. Se eu sei de onde e de qual boca principalmente elas são inventadas e atiradas ao vento? Sei.

É gente tão tacanha que acredita até em fake news bolsonarista. Logo, tem o dom igualmente para inventar mentiras que visam atingir pessoas e suas imagens perante a sociedade na qual estão  inseridas. A pessoa até tem uma técnica: fingir preocupação ao dizer os absurdos que inventa. A outra notória característica de quem usa de inverdades como usa quem me ataca dessa maneira é a hipocrisia. Age como se não tentasse manter a sete chaves toda podridão já praticada. Nem sentindo o odor do próprio esgoto é capaz de repensar, pois os interesses criminosos são maiores.

É preciso me caluniar, injuriar, etc, pois na mentalidade dessas pessoas é o modo de que absolutamente tudo o que eu tenha a dizer seja menosprezado. Para ouvidos insensíveis ou levados ao engano por desconhecimento da realidade e que ouvem essas versões apresentadas de forma desonesta e criminosa até podem menosprezar. Porém, os sensíveis e com senso ou conhecimento da verdade e da justiça observaram e observarão através das minhas palavras já escritas e outras futuras que aquele que anda com a verdade sempre esteve aqui e jamais tecendo na vida ou nas redes  inverdades como as que apresentam contra a minha dignidade, honra e orientação.