O Luto
Eu nem sei quanto tempo durará. E nem sei se terá fim.
Cada canto, cada ação, cada som que se faz... tudo carrega lembrança de momentos, palavras, jeito de realizar algo, enfim... um oceano inesgotável de lembranças. E elas causam a saudade mais implacável. Aquela que rasga o peito de dor enquanto o soluço que acompanha o choro ecoa pela casa vazia daquela presença física.
Por ora, busco fotos, as reproduzo em forma de arte como um jeitinho de homenagear o meu amor. Espalho pela casa recordações, pois, não tem como não ser.
A essência do Maumau vive entre Bob, Baby e eu. A essência daquilo que ele nos deixou: o amor por essa nossa vida pacata, sincera e simples. Exatamente como a alma dele.
Não sou mais o mesmo. Com ele partiu ao menos metade de mim. É irrecuperável essa metade. E eu não quero substituir por algo. No máximo só posso aprender a viver amputado, pela metade.
Esse momento tem sido de lembranças, saudade, dor e choro. E o único ponto de saída tem sido movimentar o pensamento em torno de maneiras de homenagear a sua passagem pelas nossas vidas. Seja num painel, numa missa, doações, orações ou poema.