Maurício Era Feito de Simplicidade.
Um Relato de Quem Amou e Viveu 15 Anos com Maurício Rodrigues Lucas.
Não gostava de luxos extremos, nem se encantava com aquilo que tantas vezes serve apenas para impressionar os outros. A ostentação lhe era estranha. Não precisava de muito para estar bem, nem precisava mostrar o que tinha para provar quem era.
Havia nele uma humildade silenciosa. Era calado, sensível, atento às coisas que muitas pessoas deixam passar. Sentia profundamente, embora nem sempre transformasse em palavras aquilo que sentia.
E gostava, sobretudo, de ser útil.
Havia uma espécie de satisfação em poder ajudar, resolver alguma coisa, facilitar a vida de alguém, fazer-se presente quando necessário. Essa era uma das formas mais próprias que encontrou para demonstrar carinho: estar disponível, contribuir, servir.
Maurício, o meu Maumau, não parecia querer muito da vida em termos de luxo. Queria aquilo que lhe fazia sentido. E, justamente por isso, sua simplicidade nunca foi pobreza de espírito. Era uma maneira de existir.
Ele tinha pouco interesse em parecer importante. Seu valor estava justamente em não precisar parecer.