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HÁ OUTRAS FLORES - WILLIAM CONTRAPONTO

 


HÁ OUTRAS FLORES 

William Contraponto 


Sempre haverá outra flor no caminho

 Talvez até sem tanto espinho

Uma que não nos faça sangrar

E seja bálsamo para as dores suavizar. 


Nem tudo foi como sonhamos 

Ou mesmo segue do jeito que experimentamos

O que foi pode não mais retornar,

É provável que não volte a se manifestar.


 Mas, vejamos: como ainda tem estrada

E quantas são as nossas possibilidades 

De que a cada nova parada

Surjam flores das mais belas variedades.

 

Mesmo com as marcas do que foi passado

 Seguirmos é o sentido para ter o coração curado

Sendo pelas pétalas que foram conquistadas 

Ou pelas próprias, na jornada, acrisoladas.

O GRITO - WILLIAM CONTRAPONTO

 



O GRITO 

William Contraponto 


Quanto tempo faz 

Que esse grito é ignorado?

Quanto tempo mais 

Para que seja escutado?


O grito, meu irmão, quem ouve?

Quem ouve esse lamento angustiado?

Quando esse está calado

É pelo cansaço ou atentaram contra ele.


Sim, mais uma vez tentaram

Como já era de se esperar,

Mais uma vez falharam

Como beócios poderiam imaginar?


Quanto tempo faz 

Que esse grito é ignorado?

Quanto tempo mais 

Para que seja escutado?


O grito, meu irmão, vem de dentro 

Vem daquele aprisionado sem grades

Ele não era assim antes

Até o atentado mais violento.


Sim, inúmeras vezes sobrevividas

 Com a audácia desafiadora da sua resiliência, 

O que enfurece as mentalidades desprovidas

Da gente beócia que usa de aparência.


Quanto tempo faz 

Que esse grito é ignorado?

Quanto tempo mais 

Para que seja escutado?

A CARAVANA DOS DESALENTADOS - WILLIAM CONTRAPONTO

 



A CARAVANA DOS DESALENTADOS

William Contraponto 


Pelas estradas sem destino eles andam

Buscando um lugar pra chamar de lar

Mas só encontram nada além de espinhos

E o silêncio que os faz chorar.


É a caravana dos desalentados

Dos que perderam a esperança,

É a caravana dos desalentados

Dos que o sistema trata com indiferença.


Muitas portas fechadas eles já bateram

Muitos nãos e desculpas já ouviram

Como inúteis já se sentiram

De tanta luta já se cansaram.


É a caravana dos desalentados

Dos que enfrentam a tempestade e nada encontram,

É a caravana dos desalentados

Dos que no peito a dor carregam.


As primeiras vítimas da crise

Desse possesso mercado,

Do privilégio da elite

E do seu atraso escancarado.


É a caravana dos desalentados

Dos que buscam apenas um sustento e direção,

É a caravana dos desalentados

Dos que precisam de menos julgamento e mais atenção.

O DESAFIO



O Desafio

O desafio é diário
Para ser um sobrevivente
E não aparecer no noticiário
Vítima duma intolerante corrente.

São discursos, pregações
Pegando mentes desavisadas;
São estórias, discriminações
Estimulando as piores ações imaginadas.

Quem tem a sala estreita
Não vê nada além dela
Mesmo que janela esteja aberta
Prefere a luz da vela,
Até parece alguém acostumado
A nunca enxergar o outro lado.

Mas quando todo preconceito
Ficar apenas no passado
Ninguém será considerado suspeito
Devido a sua cor
Ou por viver o seu amor.

E o desafio se tornará
Caminho sem crueldade
Com garantia que chegará
Em favor da nossa diversidade.



TikTok : William Contraponto
Instagram: @willcontraponto