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17 de Maio Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia

17 de Maio Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia



Sobre conquistas e desafios da comunidade LGBTI+ numa sociedade pós pandemia é a pergunta que muitos de nós já começam a se fazer. Como será a relação dessa sociedade repleta de complexos interiores e preconceitos e ainda abalada por mortes, desemprego e outras consequencias causadas pela COVID-19? Essa pergunta parece ser uma questão importante para o debate agora, afim de poder nos prepararmos para os desdobramentos que possam ocorrer em relação aos nossos e a causa. O enfraquecimento da lei não poderá acontecer de maneira nenhuma já que após incidentes como esse da pandemia sempre pode fazer com que parcela religiosa radical busque explicações não científicas no campo dos costumes e do que avaliam como imoral para justificá-la como "castigo divino" e, sendo assim, a comunidade LGBTI+ é um dos principais alvos desse discurso. É preciso que desde já nossas lideranças elaborem um plano para que se evite isso e outro para caso haja movimentos fortes que nos causem danos.

Primeiro registro de casamento homoafetivo da histótia

Homossexualidade

Khnumhotep e Niankhkhnum



 Estes dois de nomes praticamente impronunciáveis formam o primeiro registro de um casamento homoafetivo na história da humanidade. Ambos foram serventes reais egípcios na corte do rei Niuserré durante a V dinastia, por volta de 2380 a.C. ou seja a quase 4500 anos atrás. A tumba deles foi encontrada em 1964 pelo arqueólogo Ahmed Moussa, que ficou surpreso ao encontrar uma tumba conjunta, coisa raríssima no antigo Egito. Estudos levaram a crer que devido ao carinho do rei por ambos, eles foram encaminhados juntos para a vida pós-morte cheios de presentes doados generosamente por seu rei.

 A tumba em seu interior é belíssima. Muitas das cores ainda estão vivas. Além da tumba dupla,há alguns desenhos de conotação erótica.
Se bem que o sexo no Egito antigo era tratado de forma muito mais natural que nos dias atuais.
Não é difícil entender numa cultura que acreditava que todo seu panteão divino nasceu do sêmen provindo da masturbação do deus primordial Atum. Inclusive havia uma cerimônia anual na qual o Faraó ia a frente, se masturbava e seu sêmen deveria cair no rio Nilo, na corrente do rio e não na margem. Depois dele todos os participantes masculinos faziam o mesmo.

Dia Internacional de Combate à LGBTfobia

Dia Internacional de Combate à LGBTfobia

Em 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), eliminando a expressão "homossexualismo", pois o sufixo "ismo" presente na palavra representa patologia, o que já não correspondia com a nova e correta visão. Por tais motivos o Dia 17 de Maio tornou-se o Dia Internacional de Enfrentamento da LGBTIfobia. No Brasil,  em 2010, por meio de Decreto Presidencial foi instituído  como o Dia Nacional de Combate à Homofobia.

Apesar das conquistas obtidas desde aquele 17 de maio de 1990 em alguns importantes países no contexto mundial e no Brasil, através de norma do  Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que em 14 de maio de 2014 regulamentou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e fez essa regra valer para todos os cartórios, ainda existe uma enorme dificuldade no que se refere ao combate do preconceito e suas nefastas consequências. 

Há dificuldade, sobretudo, na aprovação de leis específicas que protejam e deem garantias para a população LGBTI. É imprescindível que a LGBTIfobia seja criminalizada já que o Brasil apresenta índices altíssimos de mortes causadas justamente por causa da homolesbotransfobia. São dos piores índices do mundo, sendo que o Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos de transsexuais. E segundo levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia, entre 2016 e 2017 houve um aumento de 30% nas mortes causadas pela LGBTIfobia. Foram 445 mortes, ou seja, uma morte a cada 19 horas. 

Sabemos que a oposição ferrenha que cria todo tipo de obstáculo encontra-se no campo político atrelado aos (pre)conceitos cuja origem vem de visões religiosas anti diversidade e trincheiras eleitoreiras desses mesmos conservadores e reacionários, nada progressistas, que detestam qualquer ideia de avanço nos direitos de minorias ou que tenham por objetivo proteger setores vulneráveis da sociedade vítimas de violências provocadas por discriminações e intolerância.

 O PLS 134/2018 - Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero, apresentado pela Comissão da Diversidade Sexual da OAB e Aliança Nacional LGBTI e mais 100 mil assinaturas, encontra-se na Comissão de Transparência, no Senado Federal, para uma Consulta Pública. A sua importância é grande e trará um estado de reconhecimento à todos os cidadãos, independentemente de orientação sexual ou de gênero. Para que tal projeto siga em diante até a sua aprovação é indispensável que todos votem no SIM lá no portal do Senado  pelo canal da Consulta Pública.

Aproveitemos esse 17 de maio para lutar pelos nossos direitos e ajudar que o projeto citado acima siga forte até a sua aprovação.




(Re)Apresentação

Uma Brevíssima (Re)Apresentação

William atuou como articulista em diversos jornais da região Águas Claras, Viamão, Rio Grande do Sul (Jornal Folha Terra, Jornal da Terra e jornal Águas Claras do Sul, além de outras publicações), destacando-se em temas como defesa da  causa LGBTI+, política  e cultura. Como comunicador criou e apresentou  o Programa do Contraponto entre outros na Rádio (Nova) Tradição. Foi atuante na direção da Associação Cultural de Radiodifusão Comunitária Morro Grande, situada na mesma região, exercendo os cargos de segundo secretário e primeiro secretário em diferentes gestões. Já na Associação Águas Claras foi Diretor (Departamento da Juventude) e Primeiro Secretário em gestões também diferentes.
Como músico e letrista acabou criando e se associando a bandas de rock. William também presidiu o Grêmio Estudantil Francisco Canquerini. Espírita de Umbanda, foi coroado com caboclo Tupinambá no ano de 2016 na cidade de Viamão,RS. Em 2007 criou o blog Sistema Clandestino que teve sete anos de existência e obteve certo êxito com seu público alvo. Agora, depois de uns tempos de afastamento, volta às atividades de blogueiro.