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ENFRENTANDO O TAL LEÃO

Enfrentando O Tal Leão
(William Contraponto)

Um leão chamado homofobia
É enfrentado todo dia
Em diversas situações
Até mesmo onde haveriam soluções
Nada havia...
Era apenas hipocrisia.

Eles vestiam fantasias
De consideração e respeito
Ah! Até nas famílias...
corações repletos de preconceito
Mas a verdade sempre prevalece
Dia ou outro ela aparece.

Queriam usar duma violência
Que não deixasse evidência
Um tipo de tortura
A qual mexesse na estrutura
Pondo na nossa alma a dor
Que seria substituta do amor.

Enganam-se!
Eles perdem tempo e energia
Nessa cruzada de ignorância.

Enganam-se!
Pois, espíritos que sabem quem são
Jamais irão trair o próprio coração.

Mesmo que ruja forte o tal leão.

Preconceito e Religião: Uma Experiência Pessoal





O preconceito é burro. Em qualquer lugar e praticado por quem for. Não tem algo mais nojento do que um hipócrita sendo preconceituoso. E se utilizar a religião para tentar justificar o seu preconceito, então...

Sempre fui espírita. Frequentei, estudei e exerci a mediunidade em sociedades espíritas até me voltar para a umbanda e lá ser feito pai de santo ou cacicado, sendo o termo último mais frequentemente utilizado.

Em 2019 minha bexiga não estava funcionando direito. E procurei ajuda espíritual numa sociedade espírita onde eu já havia trabalhado como médium. Chegando lá num dia no qual a dificuldade para urinar era grande. 

Depois de alguns minutos fui levado para a sala da mesa branca. Eu próprio já trabalhei na mesa branca como médium e sei como é o procedimento. O dirigente do centro estava no comando da mesa. Esse dirigente era o mesmo desde a época em eu estava lá.

Conforme os espíritos foram chegando através dos médiuns percebi a  como eram orientados para falar. Sem autonomia, os médiuns e os espíritos foram sendo manipulados claramente pelo dirigente para que falassem o que ele queria ou deixassem ao intender a sua opinião. Basicamente fui informado pelo dirigente depois daquele espetáculo teatral no qual os pobres médiuns foram usados que meu problema de bexiga era causado pela homossexualidade que já era praticada na vida passada, segundo ele.

Meu guia espiritual índio, caboclo se manifestou antes através de uma médium. Coitada! O dirigente fez ela distorcer o motivo da sua presença e mesmo a sua natureza. No final o dirigente disse  que o índio havia sido meu amante e eu, um padre no Brasil recém descoberto na última encarnação.

Anos antes, quando eu não era assumidamente homossexual e trabalhava naquele centro, esse mesmo dirigente disse que eu fui um padre capuchinho na Itália! 

Na minha análise houve interferência no trabalho espiritual por parte do dirigente para fazer valer a sua análise preconceituosa sobre o mal que estava me ocorrendo. As suas próprias contradições deixaram isso bastante óbvio.

Ficou claro nesse dia que a discriminação está onde há mentalidades propensas para tal e que se utilizam da crença com a finalidade de tentar tornarem seus preconceitos algo justificável. Não importa a religião. Esse tipo de dirigente, líder poderá estar lá!

Liberte-se. Não há nada de errado em ser homossexual. Nunca foi ou será na minha concepção. Ele, o dirigente, sim. Pois, no caso em questão foi alguém contraditório, teatral, hipócrita e escancaradamente preconceituoso. Lamento pela sociedade e seu corpo mediúnico serem orientados e liderados por pessoas dessas com idéias tacanhas, obsucurantistas e tão manipuladoras. 

FRASE DO DIA


"O desejo de desprender-se da ignorância também afasta falsos paraísos." William Contraponto

#frase #religiao #ignirancia #williamcontraponto #paraiso #pensamento #reflexao 

Primeira vítima registrada da homofobia no Brasil, índio Tibira ganha estátua no Maranhão.

Primeira vítima registrada da homofobia no Brasil, índio Tibira ganha estátua no Maranhão
A primeira vítima de crime Homofóbico no Brasil
Foi construído um monumento em homenagem ao índio Tibira, personagem histórico do Maranhão, que foi amarrado à boca de um canhão e explodido por ser homossexual no exato lugar onde a estátua foi colocada, em São Luiz.
A execução do índio foi ordenada pelo frei católico francês Yves D’Évreux, da ordem dos Capuchinhos, em 1614. Além de ordenar e assistir ao assassinato feito supostamente em nome da “pureza da comunidade”, o Frei documentou o ocorrido, entre outras histórias da época, em um livro.
No Brasil, na visão dos missionários portugueses e franceses, os índios apresentavam sexualidade tão devassa que só podiam ser escravos do Diabo: nus, polígamos, incestuosos, sodomitas. Antes de sua execução, Tibira protestou pela punição também de seus parceiros, que não tiveram a mesma sentença por supostamente praticarem o ato criminoso na posição “do macho”, como descrito pelos religiosos da época.
Não existe registro de nenhuma outra execução feita da mesma forma (amarrando a vítima à boca de um canhão) no Brasil. A história de Tibira ficou famosa nos registros históricos do Maranhão como o primeiro ato de homofobia registrado no país.
fonte História da Homossexualidade

Dia Internacional de Combate à LGBTfobia

Dia Internacional de Combate à LGBTfobia

Em 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), eliminando a expressão "homossexualismo", pois o sufixo "ismo" presente na palavra representa patologia, o que já não correspondia com a nova e correta visão. Por tais motivos o Dia 17 de Maio tornou-se o Dia Internacional de Enfrentamento da LGBTIfobia. No Brasil,  em 2010, por meio de Decreto Presidencial foi instituído  como o Dia Nacional de Combate à Homofobia.

Apesar das conquistas obtidas desde aquele 17 de maio de 1990 em alguns importantes países no contexto mundial e no Brasil, através de norma do  Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que em 14 de maio de 2014 regulamentou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e fez essa regra valer para todos os cartórios, ainda existe uma enorme dificuldade no que se refere ao combate do preconceito e suas nefastas consequências. 

Há dificuldade, sobretudo, na aprovação de leis específicas que protejam e deem garantias para a população LGBTI. É imprescindível que a LGBTIfobia seja criminalizada já que o Brasil apresenta índices altíssimos de mortes causadas justamente por causa da homolesbotransfobia. São dos piores índices do mundo, sendo que o Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos de transsexuais. E segundo levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia, entre 2016 e 2017 houve um aumento de 30% nas mortes causadas pela LGBTIfobia. Foram 445 mortes, ou seja, uma morte a cada 19 horas. 

Sabemos que a oposição ferrenha que cria todo tipo de obstáculo encontra-se no campo político atrelado aos (pre)conceitos cuja origem vem de visões religiosas anti diversidade e trincheiras eleitoreiras desses mesmos conservadores e reacionários, nada progressistas, que detestam qualquer ideia de avanço nos direitos de minorias ou que tenham por objetivo proteger setores vulneráveis da sociedade vítimas de violências provocadas por discriminações e intolerância.

 O PLS 134/2018 - Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero, apresentado pela Comissão da Diversidade Sexual da OAB e Aliança Nacional LGBTI e mais 100 mil assinaturas, encontra-se na Comissão de Transparência, no Senado Federal, para uma Consulta Pública. A sua importância é grande e trará um estado de reconhecimento à todos os cidadãos, independentemente de orientação sexual ou de gênero. Para que tal projeto siga em diante até a sua aprovação é indispensável que todos votem no SIM lá no portal do Senado  pelo canal da Consulta Pública.

Aproveitemos esse 17 de maio para lutar pelos nossos direitos e ajudar que o projeto citado acima siga forte até a sua aprovação.