Enfrentando O Tal Leão
(William Contraponto)
Um leão chamado homofobia
É enfrentado todo dia
Em diversas situações
Até mesmo onde haveriam soluções
Nada havia...
Era apenas hipocrisia.
Eles vestiam fantasias
De consideração e respeito
Ah! Até nas famílias...
corações repletos de preconceito
Mas a verdade sempre prevalece
Dia ou outro ela aparece.
Queriam usar duma violência
Que não deixasse evidência
Um tipo de tortura
A qual mexesse na estrutura
Pondo na nossa alma a dor
Que seria substituta do amor.
Enganam-se!
Eles perdem tempo e energia
Nessa cruzada de ignorância.
Enganam-se!
Pois, espíritos que sabem quem são
Jamais irão trair o próprio coração.
Mesmo que ruja forte o tal leão.
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17 de Maio Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia
17 de Maio Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia
Sobre conquistas e desafios da comunidade LGBTI+ numa sociedade pós pandemia é a pergunta que muitos de nós já começam a se fazer. Como será a relação dessa sociedade repleta de complexos interiores e preconceitos e ainda abalada por mortes, desemprego e outras consequencias causadas pela COVID-19? Essa pergunta parece ser uma questão importante para o debate agora, afim de poder nos prepararmos para os desdobramentos que possam ocorrer em relação aos nossos e a causa. O enfraquecimento da lei não poderá acontecer de maneira nenhuma já que após incidentes como esse da pandemia sempre pode fazer com que parcela religiosa radical busque explicações não científicas no campo dos costumes e do que avaliam como imoral para justificá-la como "castigo divino" e, sendo assim, a comunidade LGBTI+ é um dos principais alvos desse discurso. É preciso que desde já nossas lideranças elaborem um plano para que se evite isso e outro para caso haja movimentos fortes que nos causem danos.
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Dia Internacional de Combate à LGBTfobia
Dia Internacional de Combate à LGBTfobia
Em 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), eliminando a expressão "homossexualismo", pois o sufixo "ismo" presente na palavra representa patologia, o que já não correspondia com a nova e correta visão. Por tais motivos o Dia 17 de Maio tornou-se o Dia Internacional de Enfrentamento da LGBTIfobia. No Brasil, em 2010, por meio de Decreto Presidencial foi instituído como o Dia Nacional de Combate à Homofobia.
Apesar das conquistas obtidas desde aquele 17 de maio de 1990 em alguns importantes países no contexto mundial e no Brasil, através de norma do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que em 14 de maio de 2014 regulamentou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e fez essa regra valer para todos os cartórios, ainda existe uma enorme dificuldade no que se refere ao combate do preconceito e suas nefastas consequências.
Há dificuldade, sobretudo, na aprovação de leis específicas que protejam e deem garantias para a população LGBTI. É imprescindível que a LGBTIfobia seja criminalizada já que o Brasil apresenta índices altíssimos de mortes causadas justamente por causa da homolesbotransfobia. São dos piores índices do mundo, sendo que o Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos de transsexuais. E segundo levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia, entre 2016 e 2017 houve um aumento de 30% nas mortes causadas pela LGBTIfobia. Foram 445 mortes, ou seja, uma morte a cada 19 horas.
Sabemos que a oposição ferrenha que cria todo tipo de obstáculo encontra-se no campo político atrelado aos (pre)conceitos cuja origem vem de visões religiosas anti diversidade e trincheiras eleitoreiras desses mesmos conservadores e reacionários, nada progressistas, que detestam qualquer ideia de avanço nos direitos de minorias ou que tenham por objetivo proteger setores vulneráveis da sociedade vítimas de violências provocadas por discriminações e intolerância.
O PLS 134/2018 - Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero, apresentado pela Comissão da Diversidade Sexual da OAB e Aliança Nacional LGBTI e mais 100 mil assinaturas, encontra-se na Comissão de Transparência, no Senado Federal, para uma Consulta Pública. A sua importância é grande e trará um estado de reconhecimento à todos os cidadãos, independentemente de orientação sexual ou de gênero. Para que tal projeto siga em diante até a sua aprovação é indispensável que todos votem no SIM lá no portal do Senado pelo canal da Consulta Pública.
Aproveitemos esse 17 de maio para lutar pelos nossos direitos e ajudar que o projeto citado acima siga forte até a sua aprovação.
Em 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), eliminando a expressão "homossexualismo", pois o sufixo "ismo" presente na palavra representa patologia, o que já não correspondia com a nova e correta visão. Por tais motivos o Dia 17 de Maio tornou-se o Dia Internacional de Enfrentamento da LGBTIfobia. No Brasil, em 2010, por meio de Decreto Presidencial foi instituído como o Dia Nacional de Combate à Homofobia.
Apesar das conquistas obtidas desde aquele 17 de maio de 1990 em alguns importantes países no contexto mundial e no Brasil, através de norma do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que em 14 de maio de 2014 regulamentou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e fez essa regra valer para todos os cartórios, ainda existe uma enorme dificuldade no que se refere ao combate do preconceito e suas nefastas consequências.
Há dificuldade, sobretudo, na aprovação de leis específicas que protejam e deem garantias para a população LGBTI. É imprescindível que a LGBTIfobia seja criminalizada já que o Brasil apresenta índices altíssimos de mortes causadas justamente por causa da homolesbotransfobia. São dos piores índices do mundo, sendo que o Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos de transsexuais. E segundo levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia, entre 2016 e 2017 houve um aumento de 30% nas mortes causadas pela LGBTIfobia. Foram 445 mortes, ou seja, uma morte a cada 19 horas.
Sabemos que a oposição ferrenha que cria todo tipo de obstáculo encontra-se no campo político atrelado aos (pre)conceitos cuja origem vem de visões religiosas anti diversidade e trincheiras eleitoreiras desses mesmos conservadores e reacionários, nada progressistas, que detestam qualquer ideia de avanço nos direitos de minorias ou que tenham por objetivo proteger setores vulneráveis da sociedade vítimas de violências provocadas por discriminações e intolerância.
O PLS 134/2018 - Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero, apresentado pela Comissão da Diversidade Sexual da OAB e Aliança Nacional LGBTI e mais 100 mil assinaturas, encontra-se na Comissão de Transparência, no Senado Federal, para uma Consulta Pública. A sua importância é grande e trará um estado de reconhecimento à todos os cidadãos, independentemente de orientação sexual ou de gênero. Para que tal projeto siga em diante até a sua aprovação é indispensável que todos votem no SIM lá no portal do Senado pelo canal da Consulta Pública.
Aproveitemos esse 17 de maio para lutar pelos nossos direitos e ajudar que o projeto citado acima siga forte até a sua aprovação.
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