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DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA A HOMOFOBIA - 17/05

William Contraponto é da comunidade LGBTQIA+

 Tendo a mais de 9 anos como seu companheiro o Maurício e foi o primeiro articulista na imprensa viamonense a declarar a sua sexualidade abertamente e defender as pautas dessa comunidade.  Por tais motivos sofreu retalhações e foi afastado (convidado a se retirar) do jornal que passava por um processo de radicalização ideológica para a extrema direita. Felizmente, hoje, outros meios concedem espaços para que os agentes/militantes da causa se expressem em algumas oportunidades. 
 William Contraponto segue firme nas suas convicções e na defesa daqueles que, assim como ele, são parte dessa grande parcela da sociedade. Basta de homofobia. Basta de preconceito. 

Livre


Livre

As grades sendo derrubadas 

Um novo mundo exposto,

Com a liberdade alcançada

Caminharei ao teu encontro.


Eu saberei reconhecer

Meus erros e qualidades

Sem tanto esforço

Já que irei amanhecer

Nesses fortes lindos braços.


Temer também não temo mais

O medo ficou em outro tempo

Está bem longe de nós.


As grades sendo derrubadas

Um novo mundo exposto,

Com a liberdade alcançada

Caminharei ao teu encontro.


E poderei contigo viver

Entre luzes, amigos e flores

Todas as tardes, todas as noites...

Livre de antigos aprisionadores.

SOBRE O MÊS DO ORGULHO LGBTQIA+


SOBRE O MÊS DO ORGULHO LGBTQIA+

É verdade que o mês do Orgulho LGBT já passou, mas é exatamente por isso que devemos lembrar o quanto ele é importante e necessário  numa sociedade onde crimes são praticados contra essa população.

Em junho, o mês do Orgulho LGBT, ao mesmo tempo em que celebramos conquistas e reforçamos a luta em pautas que são de extrema importância no combate ao preconceito e suas consequencias também observamos uma triste e revoltante série de crimes praticados contra LGBTQIA+

As celebrações não devem apagar esse fato. Causa principal de luta. Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transsexuais 89 pessoas trans foram mortas no primeiro semestre de 2021. Apesar de toda celebração no mês do Orgulho, muitos seguem não tendo o respeitado o direito de viver sua orientação livremente. Que nenhum crime seja apagado pelas celebrações:

01/05 HOMOFOBIA
Lindolfo, 25, camponês militante do MST encontrado carbonizado no interior do Paraná.

29/05 HOMOFOBIA
José Thiago Soroka, 33, é preso por roubar e matar 3 homens gays no PR e SC

31/05 HOMOFOBIA
Rapaz de 22 anos sofre estupro coletivo, é tatuado e torturado por 3 homens em Florianópolis (SC)

22/06 HOMOFOBIA
Gabriel, 22, morto a tiros de de uma barbearia em Embú das Artes (SP)

22/06 LESBOFOBIA
Ana Paula, 39, morta a tiros pelo ex-marido em Curitiba (PR)

24/06 TRANSFOBIA
Roberta, 32, queimada viva por adolescente em Recife (PE). Vindo a óbito em 09 de julho

26/06 TRANSFOBIA
Natasha, 26, baleada e morta em Londrina (PR)

E caso você se lembre de mais algum caso que não consta nessa  lista deixe nos comentários o registro ou informe para ser incluído.

17 de Maio Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia

17 de Maio Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia



Sobre conquistas e desafios da comunidade LGBTI+ numa sociedade pós pandemia é a pergunta que muitos de nós já começam a se fazer. Como será a relação dessa sociedade repleta de complexos interiores e preconceitos e ainda abalada por mortes, desemprego e outras consequencias causadas pela COVID-19? Essa pergunta parece ser uma questão importante para o debate agora, afim de poder nos prepararmos para os desdobramentos que possam ocorrer em relação aos nossos e a causa. O enfraquecimento da lei não poderá acontecer de maneira nenhuma já que após incidentes como esse da pandemia sempre pode fazer com que parcela religiosa radical busque explicações não científicas no campo dos costumes e do que avaliam como imoral para justificá-la como "castigo divino" e, sendo assim, a comunidade LGBTI+ é um dos principais alvos desse discurso. É preciso que desde já nossas lideranças elaborem um plano para que se evite isso e outro para caso haja movimentos fortes que nos causem danos.

Primeira vítima registrada da homofobia no Brasil, índio Tibira ganha estátua no Maranhão.

Primeira vítima registrada da homofobia no Brasil, índio Tibira ganha estátua no Maranhão
A primeira vítima de crime Homofóbico no Brasil
Foi construído um monumento em homenagem ao índio Tibira, personagem histórico do Maranhão, que foi amarrado à boca de um canhão e explodido por ser homossexual no exato lugar onde a estátua foi colocada, em São Luiz.
A execução do índio foi ordenada pelo frei católico francês Yves D’Évreux, da ordem dos Capuchinhos, em 1614. Além de ordenar e assistir ao assassinato feito supostamente em nome da “pureza da comunidade”, o Frei documentou o ocorrido, entre outras histórias da época, em um livro.
No Brasil, na visão dos missionários portugueses e franceses, os índios apresentavam sexualidade tão devassa que só podiam ser escravos do Diabo: nus, polígamos, incestuosos, sodomitas. Antes de sua execução, Tibira protestou pela punição também de seus parceiros, que não tiveram a mesma sentença por supostamente praticarem o ato criminoso na posição “do macho”, como descrito pelos religiosos da época.
Não existe registro de nenhuma outra execução feita da mesma forma (amarrando a vítima à boca de um canhão) no Brasil. A história de Tibira ficou famosa nos registros históricos do Maranhão como o primeiro ato de homofobia registrado no país.
fonte História da Homossexualidade

Primeiro registro de casamento homoafetivo da histótia

Homossexualidade

Khnumhotep e Niankhkhnum



 Estes dois de nomes praticamente impronunciáveis formam o primeiro registro de um casamento homoafetivo na história da humanidade. Ambos foram serventes reais egípcios na corte do rei Niuserré durante a V dinastia, por volta de 2380 a.C. ou seja a quase 4500 anos atrás. A tumba deles foi encontrada em 1964 pelo arqueólogo Ahmed Moussa, que ficou surpreso ao encontrar uma tumba conjunta, coisa raríssima no antigo Egito. Estudos levaram a crer que devido ao carinho do rei por ambos, eles foram encaminhados juntos para a vida pós-morte cheios de presentes doados generosamente por seu rei.

 A tumba em seu interior é belíssima. Muitas das cores ainda estão vivas. Além da tumba dupla,há alguns desenhos de conotação erótica.
Se bem que o sexo no Egito antigo era tratado de forma muito mais natural que nos dias atuais.
Não é difícil entender numa cultura que acreditava que todo seu panteão divino nasceu do sêmen provindo da masturbação do deus primordial Atum. Inclusive havia uma cerimônia anual na qual o Faraó ia a frente, se masturbava e seu sêmen deveria cair no rio Nilo, na corrente do rio e não na margem. Depois dele todos os participantes masculinos faziam o mesmo.